sábado, 27 de junho de 2015

O Homem que Luta Só (Ride Lonesome) 1959

O assassino Billy John (James Best), é capturado por Ben Brigade (Randolph Scott), um caçador de recompensas, que pretende levá-lo até Santa Cruz para ser enforcado. Brigade pára numa estalagem onde salva a esposa do gerente de um ataque de índios e pede ajuda a dois foras-da-lei para o acompanharem na sua jornada com mais segurança. Contudo, o ataque dos índios continua, e os foras-da-lei têm outros planos...
O penúltimo filme na série "Boetticher/Scott é considerado por muitos como o melhor, e também dos melhores da carreira do realizador. Tal como o título do filme indica, Ben Brigade, o personagem de Scott, é um herói solitário, um caçador de recompensas que guia o seu prisioneiro para ser julgado, mas na realidade, na maior parte do filme, Brigade não cavalga sozinho.
O argumento é basicamente um compêndio de todos os padrões do western: o ataque dos índios, os vilões a perseguirem os heróis para um confronto final, e a mulher da fronteira que precisa de ser protegida (Karen Steel, que era uma habitual nos filmes de Boetticher). Tal como James Stewart em "The Naked Spur", Brigade é um caçador de recompensas pouco relutante, não o tipo de pessoa que esperaríamos perseguir alguém por dinheiro. É óbvio que nem tudo é o que parece, e Brigade tem motivos ocultos para aquilo que está a fazer.
Como é habitual, Boetticher é extremamente imparcial ao lidar com os seus personagens principais, com personalidades bem desenvolvidas, nunca permitindo que Boone e Whit se tornem os vilões do filme, apesar de conspirarem contra Brigade. Isto porque o vilão principal, Frank, o irmão de Billy (Lee Van Cleef), pouco está presente no no filme, e era preciso algum antagonismo contra a personagem principal.
Era a estreia absoluta de James Coburn nas longas metragens, no papel de Whit.

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