domingo, 21 de setembro de 2014

Theo Angelopoulos

O realizador grego Theo Angelopoulos era um poeta épico do cinema, criando alegorias da história grega do século 20, e da sua política. Ele redefiniu várias técnicas de filmar, como os takes longos, nas quais ele era um mestre. O seu estilo, magistral e imponente, exige alguma atenção do espectador para que melhor possa ser compreendido. Angelopoulos explicou: "Os shots de sequência oferecem muito mais liberdade às pessoas. Ao recusar cortar no meio, eu convido o espectador a analisar melhor a imagem que lhe mostro, e focarem-se nos elementos que considero serem mais importantes".
Angelopoulos nasceu em Atenas, onde estudou Direito. Depois do serviço militar foi estudar para Paris, para a Sorbonne,  mas depressa deixou esta universidade para estudar na escola de cinema de  IDHEC (agora conhecida como La Fémis). De volta à Grécia, trabalhou como crítico de cinema no diário de esquerda Allagi, que foi fechado pela junta que assumiu o poder em 1967. O "regime dos coronéis" que esteve no poder nos sete anos seguintes ficou gravado na sua consciência, e tornou-se assunto - abertamente ou subtilmente - ao longo de toda a sua obra.
O seu estilo elíptico vem da atmosfera restritiva da época durante a qual ele fez o seu primeiro filme: Reconstruction (1970). Era um filme sobre um emigrante grego que regressa da Alemanha, e é assassinado pela sua esposa e o seu amante. Ficou imediatamente claro que o realizador estava muito menos interessado no crime do que nas implicações ideológicas, individuais e colectivas do inquérito do homicídio.
É dos cineastas mais acarinhados do público mais cinéfilo, mas permanece como um ilustre desconhecido para o público em geral. Por isso mesmo, esta semana vamos ver cinco dos seus melhores filmes. Espero que gostem.

Segunda: O Thiasos - A Viagem dos Artistas (1975)

Terça: Landscape in the Mist (1988)

Quarta: O Passo Suspenso da Cegonha (1991)

Quinta: O Olhar de Ulisses (1995)

Sexta: A Eternidade e Um Dia (1998)


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