domingo, 28 de setembro de 2014

Screwball Comedies

"There’s a pitch in baseball called a screwball, which was perfected by a pitcher named Carl Hubbell back in the 1930s. It’s a pitch with a particular spin that sort of flutters and drops, goes in different directions, and behaves in very unexpected ways… Screwball comedy was unconventional, went in different directions, and behaved in unexpected ways… ”
Andrew Bergman,“We're in the Money: Depression America and Its Films”

O crítico de cinema James Agee descreveu a essência da comédia de Laurel e Hardy como algo onde duas pessoas estão a carregar uma piano sobre uma ponte suspensa e estreita nos Alpes, e a meio caminho encontram um Gorila. Isto pode ser mais do que a essência de Laurel e Hardy. Pode ser a essência de toda a comédia americana. É louca, sem lógica, impossível, e hilariante. Também é bastante abundante, com variações infinitas nos quadradinhos, abertas a situações inesperadas, e fundamentadas principalmente no perigo.
Screwball (desequilibrada, irregular, irracional, não-convencional) foi uma palavra que se tornou popular na década de 30. Era aplicada a filmes onde tudo era uma justaposição: educados e mal-educados, ricos e pobres, inteligentes e estúpidos, honestos e desonestos, e acima de tudo, masculinos e femininos. Quando duas pessoas se apaixonam, eles simplesmente não se rendem aos sentimentos, batalham contra eles. Mentem um ao outro, muitas vezes assumindo personagens diferentes, utilizando truques contra o outro, até finalmente, depois de não terem mais argumentos, caírem nos braços um do outro. Era uma comédia fossilizada, física, e muitas vezes dolorosa, mas utilizando o mais alto nível de inteligência e sofisticação, confiando inteiramente em argumentos elegantes e inventivos.

Nascida no início dos anos 30, durante os anos mais negros da depressão, a screwball tornou-se uma variação muito popular da comédia romântica. Embora os personagens principais geralmente estivessem reconciliados com os valores básicos da sociedade, no final, a maioria destes filmes,  eram irreverentes contra os ricos, a vida na cidade pequena, o governo, ou a instituição que era o casamento. Entre as idéias que esses filmes foram passando, estavam a que o casamento pode ser divertido, que os homens e as mulheres tinham os mesmos direitos, e que, ser brilhante não era uma desvantagem para a mulher.
Entre o início dos anos 30, e meados dos anos 40, foram feitas bem mais de 200 screwball comedies, quase todas dedicadas à celebração do  excêntrico, comportamentos e atitudes não convencionais, e que a vida podia ser divertida, apesar da guerra e de uma economia suja.

Escolhi para esta semana cinco das melhores scewball comedies (não necessariamente as melhores), embora tendo deixado de fora os filmes dos irmãos Marx, que vão ter um ciclo em nome próprio, brevemente. Espero que gostem.

Segunda: The Awful Truth (1937), de Leo McCarey

Terça: Bringing Up Baby (1938), de Howard Hawks

Quarta: The Shop Around the Corner (1940), de Ernst Lubitsch

Quinta: The Philadelphia Story (1940), George Cukor

Sexta: Arsenic and Old Lace (1944), de Frank Capra


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