segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O Vampiro (I Vampiri) 1957



Paris é assolada por um assassino que rapta jovens mulheres, drena-as de todo o seu sangue, e as atira para o rio Sena.O intrépido repórter Pierre Lantin (Dario Michaelis) está determinado a desvendar esta onda de crimes, e descobrir o assassino que a imprensa apelidou de "o vampiro". Enquanto tenta desvendar o caso, Pierre é alvo do afecto da bela Giselle, sobrinha da duquesa Du Grand. Apesar de toda a beleza de Giselle, Lantin sente uma repulsa por ela. O que haverá de estranho nesta figura?
"I Vampiri" é um filme marcante na história do cinema, de várias formas: em primeiro lugar, é o filme que deu inicio ao cinema terror italiano moderno, bem como o inicio virtual da carreira de Mário Bava como realizador (era o director de fotografia, mas tomou conta da realização quando o realizador Riccardo Freda saíu). E é provavelmente, uma das poucas vezes (ou pelo menos, das primeiras), que um repórter de jornal questiona seriamente a ética da sua profissão.
A história de "I Vampiri" é terrivelmente prosaica para um filme de Bava: mas nas suas mãos, até mesmo o prosaico se torna uma maravilha expressionista. O filme é percorrido por imagens surpreendentes, incluindo a sequência do funeral, e o assassinato muito "noirish" do viciado em drogas.Também antecipa imagens que prenunciam o trabalho posterior de Bava (particularmente a sua obra-prima, "Black Sunday"), como a entrada escondida atrás da lareira, abrindo para um grande salão da Duquesa du Grand.
Bava também conseguiu criar alguns excelentes efeitos especiais, como a transformação de Giselle, que não foi apenas realizada sem computadores, como também foi feita sem cortes. A ausência de computadores produz um efeito muito realista, mas mesmo assim, "I Vampiri" não consegue alcançar a qualidade de alguns filmes posteriores de Bava, dentro deste ciclo de cinema de terror gótico.

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