quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Idade de Ouro dos Filmes de Samurais



Os anos 50 marcaram o pico da indústria japonesa de cinema. Seis produtoras, as Shochiku, Toho, Shintoho, Daiei, Toei (a partir de 1951) e a Nikkatsu (a partir de 1954), lançavam 2 filmes por semana, 100 filmes por ano. A produção anual excedia os 500 filmes, e todas as produtoras prosperavam no ramo do cinema.
Com a televisão ainda por penetrar no mercado de diversão, o cinema era o principal entretimento para o público geral. Assim, quase cada filme que era lançado era um sucesso garantido.
Desde o final da Segunda Guerra Mundial que a ocupação aliada restringia os filmes que promoviam os valores feudais, colocando o kibosh entre os mais vistos do género de acção. Os ocupantes partiram em 1952, e ficou claro que estava a chegar uma era dourada para os filmes de Samurais, ao mesmo tempo da década dourada do cinema japonês. Durante os anos seguintes, estes filmes representavam mais de um terço da indústria de então, que já se fixava em mais de 500 filmes por ano.
Tão popular como era o Western na América, encontrávamos filmes baseados em figuras lendárias, como Musashi Miyamoto ou o fora da lei Chuji Kunisada. Contos históricos permitiam aos cineastas japoneses reinterpretarem a tradição para um assunto mais moderno, no pós-guerra.
Entretanto, os festivais internacionais divulgavam alguns dos realizadores mais importantes daquele país, como Akira Kurosawa, Masaki Kobayashi ou Hiroshi Inagaki, e introduziam este período de ouro para cinéfilos de todo o mundo.
Akira Kurosawa tornava-se no mais famoso realizador deste género, que acabaria por prosperar, pelo menos, até final da década de sessenta, embora continuasse a resistir até aos dias de hoje.
Este pequeno ciclo, tem o objectivo de dar uma breve passagem sobre este período de ouro dos filmes de Samurais, onde veremos um total de 10 dos seus filmes mais interessantes.
Aqui está o alinhamento para os próximos dias:

- Os Sete Samurais (1954, de Akira Kurosawa)

- Trono de Sangue (1957, de Akira Kurosawa)

- A Fortaleza Escondida (1958, de Akira Korosawa)

- Yojimbo (1961, de Akira Kurosawa)

-  Sanjuro (1962, de Akira Kurosawa)

- Harakiri (1962, de Masaki Kobayashi)

- Samurai Rebellion (1967, de Masaki Kobayashi)

-  Kiru (1968, de Kihachi Okamoto)

- Goyokin (1969, de Hideo Gosha)

- Lady Snowblood (1973, de Toshia Fujita)

Espero que o ciclo seja do vosso agrado. Até breve.

Nenhum comentário: