domingo, 18 de setembro de 2016

Corre Homem Corre (Corri Uomo Corri) 1968

Cuchillo um ladrão e excelente atirador de facas, é perseguido por um gang até à fronteira do Texas por saber onde está escondida uma grande fortuna. Fazem parte desta gang mercenários franceses que trabalham para o Governo Mexicano e Nathaniel Cassidy um pistoleiro americano que apesar de interessado no dinheiro, ainda conserva alguns ideais. Agora Cuchillo terá que enfrentar duas grandes forças, a namorada, sensual e extremamente ciumenta e o gang de Cassidy.
 Terceiro e último Western de Sérgio Sollima, uma sequela do mais conhecido "The Big Gundown", considerado um pouco inferior pela maioria dos criticos e fãs do spaghetti western, e sem o protagonista do filme anterior, Le Van Cleef. O único elo de ligação entre os dois filmes é Tomas Milian, repetindo o papel de Cuchillo Sanchez, o peão mexicano armado com facas. É um filme episódico, um pouco mais leve que o filme anterior, muito sério para ser considerado uma comédia (como os da série Trinitá), mas também muito cómico para ser considerado um spaghetti normal. Mas, há aqui mais para descobrir, do que aparenta...
Apesar de ser menos complexo do que os outros dois westerns de Sollima, é um perfeito exemplo dos estudos de personagens que Sollima costuma utilizar nos seus filmes. São muitas vezes sobre pessoas que mudam, descobrem a sua própria natureza, em circunstâncias difíceis."The Big Gundown" tinha mostrado a transformação de Cuchillo Sanchez, de um peão mexicano para um bandido social, que força o agente da lei interpretado por Cleef a fazer uma "escolha de classes". É obrigado a escolher entre poupar a vida a um homem inocente, ou fazer a vontade ao homem que poderia ajudar na sua carreira política. Em "Run Man Run" é Cuchillo Sanchez, o homem do título que muda para melhor por força das circunstâncias e das pessoas que encontra. Ao longo do filme, Cuchillo muda de um pequeno criminoso e vagabundo para um herói revolucionário. 
Existe uma enorme discussão sobre quem escreveu a banda sonora. Sollima referiu que esta é da autoria de Ennio Morricone, mas muita gente creditou-a a Bruno Nicolai. Seja ela de quem for, é das melhores dentro deste género.

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Imdb

Um comentário:

Emanuel Neto disse...

Manuel "Cuchillo" Sanchez terá sido porventura o personagem mais marcante de Tomas Milian nos westerns italianos. Há sempre a tendência de associar Milian aos westerns de cariz revolucionário ("Tepepa" é outro exemplo).
A música deste filme parece ser mesmo da autoria de Bruno Nicolai e o próprio Tomas Milian canta a canção "Espanto en el Corazon".