terça-feira, 8 de julho de 2014

Vidas Secas (Vidas Secas) 1963



Em 1941, pressionados pela seca, Fabiano, Sinhá Vitória, o filho mais velho, o filho mais novo e a cadela Baleia, atravessam o sertão em busca de meios para sobreviver. Ao seguir um rio seco chegam a uma casa abandonada nas terras do fazendeiro Miguel, quando de repente cai uma chuvada. Com a recuperação dos pastos, o fazendeiro traz o gado de volta, e a principio repele esta família, mas Fabiano diz que é vaqueiro, e a família pode ajudar em vários serviços. Então são aceites...
Muito aclamado como uma obra de arte do início do Cinema Novo, "Vidas Secas" é baseado no clássico romance de Graciliano Ramos, acerca de uma família de sem-terra, a lutar contra as condições de vida extremas, do deserto do Nordeste Brasileiro. Dos Santos concede um tratado sobre a reforma agrária com poucos meios de produção, e poucas palavras.O diálogo que é falado, é muitas vezes menos articulado do que a terra é árida, assim como as visões das de cada um dos personagens, incluindo o cão fiel. À mercê dos caprichos contraditórios da Natureza, do Destino, e da Autoridade, a família segue alguns vislumbres de esperança, para tentar sobreviver.
O filme de Pereira dos Santos tem um efeito semelhante a Terra Sem Pão, de Buñuel: sentimos que passamos pelo realismo para chegarmos a algo de diferente, a algo abstracto, mas, mesmo assim, poderoso. Uma conversa final entre o marido e a mulher aponta para uma possibilidade de mudança, mas, naquela altura, vimos já demasiado para nos atrevermos a imaginar uma solução fácil. Foi nomeado pelo  British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais numa cinemateca, e foi o primeiro filme brasileiro a ganhar um prémio em Cannes: o Ocic Award.

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