sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Suicide Club (Jisatsu Sâkuru) 2001



54 jovens estudantes atiram-se em frente a uma estação de metro. Este parece ser o início de uma série de suicídios à volta do país. Será que o novo grupo Desert tem alguma coisa a ver com isso? O detective Kurada tenta encontrar a resposta, que não é tão simples como se podia esperar.
Abrindo com uma sequência de suicidio em massa de 54 estudantes, o filme tem sido muito comentado, analisado e discutido, não apenas como uma peça eficaz de terror, mas também como um comentário profundamente mordaz e assustador sobre a sociedade contemporânea japonesa. Não é um filme imediatamente acessível para qualquer imaginação, a complexidade dos temas pesados apenas aparecem através de visões repetidas. "Suicide Club" é um filme genuinamente assustador com alguns momentos verdadeiramente assustadores.
Realizado e escrito por Sion Sono, um homem cujo campo de trabalho era a indústria homossexual, e que contava com dois pesos pesados como protagonistas ((Ryo Ishibashi e Masatoshi Nagase), "Suicide Club" era um filme estranho, totalmente original e imperdível. Estranhamente estava avaliado para maiores de 15, apesar das suas representações sangrentas dos tipos mais desagradáveis de suicídio possível. Com influências tanto do trabalho de Kiyoshi Kurosawa como dos grandes clássicos do terror moderno, como "Kairo" e "Cure", Sion Sono criou uma visão aterrorizante e francamente apocalíptica onde o futuro parece muito instável. A fotografia é igualmente única, mudando radicalmente de tom para servir algumas cenas totalmente surreais ou imaginadas artisticamente.  
Seria o filme revelação de Sono para o Ocidente, e nos anos seguintes viria a tornar-se um dos realizadores mais originais do Oriente.

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