segunda-feira, 8 de julho de 2013

Angst (Angst) 1983



Um homem é libertado da prisão depois de cumprir quatro anos pelo homicídio de uma mulher idosa. Rapidamente começa a sentir a compulsão para matar novamente. Depois de não conseguir matar uma motorista de táxi, foge e descobre uma casa rural isolada, onde vive uma jovem, com a mãe doente e um irmão retardado. Então, começa a descarregar os seus prazeres sádicos sobre eles, na tentativa de mantê-los como reféns, enquanto pensa na sua infância conturbada com a mãe abusiva e a avó ...
Angst é sobre um assassino liberto da prisão para iniciar outra matança. Há aqui pouco comentário social sobre a reabilitação ou a dureza da sociedade para os ex-reclusos. Assim que ele sai dos portões da prisão, quer matar de novo - não há conflito interno dentro da sua personalidade, e parece satisfeito com o monstro que é. Este filme é um dos favoritos de Gaspar Noé (o realizador de Irreversível) e percebemos facilmente como  inspirou a sua obra, tanto visualmente como no conteúdo. As duas coisas que instantaneamente nos atingem são a fotografia e o sound design. Zbigniew Rybczynski (que fez o video de John Lennon, Imagine) foi o responsável pelo aspecto visual do filme e usou algumas sequências estranhas para grande parte do filme. Ele dá ao público uma certa distância do protagonista, para que possamos gostar ou desprezar deste assassino, mas quando a acção começa colocando-nos tão perto quanto possível do assassino que pára instantaneamente tornando-o uma figura patética e perturbadora. O design de som intenso também é excepcional. O som, que é anormalmente alto, tem um ritmo bastante acentuado, enquanto a banda sonora de "synth 80" evoca memórias de "Halloween".
Embora outros personagens apareçam em cena, é o desempenho de Erwin Leder como o assassino que consome o filme. Um pouco como o desempenho de Jackie Earle Haley em "Little Children", este personagem é terrível e patético ao mesmo tempo, o que é coisa muito rara de se ver no cinema. Nós vemos e ouvimos tudo desde a sua perspectiva distorcida, mas em nenhum momento conseguimos sentir simpatia por ele - ele está feliz a interpretar o monstro que é.
Foi a única longa-metragem de Gerald Kargl. Legendado em inglês.

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