sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Terra Tranquila (The Quiet Earth) 1985



"The Quiet Earth" apresenta-nos uma das mais silenciosas versões do apocalipse retratadas em filme. Normalmente, nos filmes pós-apocalípticos, o fim do mundo vem através de uma bomba nuclear ou de um vírus mortal ... Em "The Quiet Earth" as pessoas simplesmente desapareceram. Um dia, Zac Hobson acorda e lentamente descobre que, aparentemente, ele é o último homem na Terra. As ruas estão vazias, não há uma alma à vista. Onde estarão todos? Para onde desapareceram?
Quando vemos os primeiros minutos de The Quiet Earth, quando o personagem principal, Zac Hobson, em primeiro lugar acorda nu na sua cama e começa a andar pela cidade confrontado pelas ruas solitárias e carros abandonados, sentimos como se estivessemos a ver o filme de Danny Boyle "28 Dias Depois" (2002), as semelhanças entre ambas as sequências de abertura são impressionantes. Não há dúvida que Danny Boyle foi fortemente influenciado por este pequeno filme Neo-Zelandês, pelo menos na sequência de abertura. Temos exactamente os mesmos ângulos de câmera, o mesmo tipo de situações. Quando vimos pela primeira vez Zac, ele está deitado nu na cama, a mesma cena de Jim quando acorda na sua cama do hospital em "28 Days Later". Ambos precorrem as ruas solitárias da cidade, cheias de carros vazios, e gritam "Olá!" para ninguém. Ambos acabam por encontrar uma mulher em algum ponto da história. A diferença entre os dois filmes é que, enquanto "28 Days Later" é um filme sobre um vírus mortal que transforma as pessoas em zombies violentos e sedentos de sangue, "The Quiet Earth" tem uma abordagem mais existencial na história. 
 O argumento não explica exatamente o que é o Project Flashlight, nem a natureza exacta da loucura que causou. E isso é uma coisa boa. Não só faz crescer o mistério, como também seria fútil tentar explicar o que teria acontecido, como este é um filme de ficção científica e da magnitude de filme-catástrofe, mexe fortemente com a quântica física. Mas temos uma explicação porque Zac, Joanne e Api ainda estão vivos, e é bastante intrigante. Há apenas um par de sequências de ação, "The Quiet Earth" não se baseia muito em efeitos especiais, sendo muito mais um filme de actores. Aliás, esse é um dos seus pontos fortes, especialmente por causa do elenco formado por apenas três membros, mesmo assim, capazes de levar todo o filme às costas. A personagem de Bruno Lawrence é, naturalmente, a mais interessante, é o que nós seguimos durante todo o filme, a partir da cena de abertura. Este personagem também tem muito peso, já que é o único, em parte, responsável pelo desastre. E depois de ter superado a solidão e o vazio da sua própria existência, ele pronuncia as profundas palavras "Fui condenado a viver", que é um excelente exemplo da qualidade dos diálogos tratados no script. Depois de o termos visto quase completamente entregue à loucura na primeira metade do filme, ficamos a vê-lo iluminar-se e sentir-se novamente vivo depois de conhecer Joanne.
 Pequeno filme produzido na Nova Zelândia, realizado por Geoff Murphy, que mais tarde viria a ingressar em Hollywood, embora sem grandes resultados. Por lá realizou filmes como "Freejack", "Força em Alerta 2", e outras duas sequelas, de "Young Guns" e "Fortress".

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1 comentário:

ESTRELA DECADENTE disse...

★★